Nando Arruda
- Mar 2009 - PresentAssessor de TI / Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
- Jan 2003 - Jun 2008Supervisor Técnico / Fundação Getulio Vargas
Quando Fui Chuva
Maria Gadú
Quando já não tinha espaço, pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d’água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
E, assim, no teu corpo eu fui chuva
… jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
… jeito bom de se deixar viver!
Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
E, mesmo que eu te me perca,
Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela
Y se acabó, Por eso brindemos hoy.
Às vezes quando eu vou à Augusta
O que mais me assusta é o teu jeito de olhar
De me ignorar
Toda em tons de azul
Teu ar displicente invade meu espaço
E eu caio no laço exatamente do jeito
Um crime perfeito
It’s all right, baby blue
Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você
Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço
Até outra vez
Às vezes quando eu chego em casa
O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV
Só então eu ligo pr’ocê, descubro que já sumiu
Não sei em qual festa que eu te garimpei
Cantanto “lay mister lay”, será que foi no meu tio?
Ou em algum bar do Brasil…
Sei lá, eu fui mais de mil
Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim
E alguém passou o chapéu pra mim e gritou
É grana pra mais bebum e eu não paguei
Às vezes quando eu vou ao shopping
Escuto “Money for Nothing” e então começo a lembrar
Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou
Foi um deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda
Te peguei pelo braço e nós fomos embora
Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora
A vida é chata, mas ser platéia é pior
E que papel o meu
Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua de mel
Às vezes quando eu vou ao centro da cidade
Evito, mas entro no mesmo bar que você
Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber
Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado
No seu ar cansado que nem mesmo me vê
Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet”
Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra “trip”, outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim
Às vezes eu até pego uma estrada
E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto
A face oculta da lua soprando ainda sou sua
“Desabar água. Pra lavar o que tem que limpar. Pra lavar o que tem. Vai desabar água e é pro nosso bem”
Você traz a coca-cola eu tomo. Você bota a mesa, eu como, eu como…
Fica amiguinha… vai ter… vai ter… esqueci - homenagem a @VovoPalmirinha - via Thiago Reginaldo
Oração
Meu amor essa é a ultima oração
pra salvar seu coração
coração não é tão simples como pensa
nele cabe o que não cabe na dispensa
cabe o meu amor
cabe três vidas inteiras
cabe uma penteadeira
cabe nos dois
cabe até o meu amor
(in A rosa do povo, 1945)
Carlos Drummond de Andrade
O tempo de despedir-me e contar
que não espero outra luz além da que nos envolveu
dia após dia, noite em seguida a noite, fraco pavio,
pequena ampola fulgurante, facho, lanterna, faísca,
estrelas reunidas, fogo na mata, sol no mar,
mas que essa luz basta, a vida é bastante, que o tempo
é boa medida, irmãos, vivamos o tempo.
-
Ave de prata by Filipe Catto6 hours ago
-
Dia Perfeito by Filipe Catto6 hours ago
-
Rica Rima, Frase Feita by Filipe Catto6 hours ago
-
Roupa do Corpo by Filipe Catto6 hours ago
-
Crime Passional by Filipe Catto6 hours ago
-
Garçom by Filipe Catto6 hours ago
-
Nescafé by Filipe Catto6 hours ago
-
Saga by Filipe Catto6 hours ago
-
Alcoba Azul by Filipe Catto6 hours ago
-
2 perdidos by Filipe Catto6 hours ago
